quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Feminismo e economia: parte dois

Antes de iniciar esta segunda parte, quero deixar algo bem claro. A mulher que se dedica à tarefa do lar, que lava, passa, cozinha, cuida dos filhos, está realizando um trabalho. Portanto, jamais diga que esta mulher não trabalha. Incoerentes como sempre, feministas adoram dizer que donas de casa não trabalham, há quem chega ao cúmulo de chama-las de “folgadas”, “parasitas” e, esta é forte, “prostituas do lar”. Isso vem da boca de quem se diz “defensora dos direitos femininos”, que lutam pela “valorização da mulher na sociedade”. Pra uma feminista, a dona de casa esta no último nível hierárquico das mulheres, até mesmo abaixo das prostitutas de rua, pois estas – segundo as feministas – “trabalham”.

Só por isso, eu já odiaria as feministas e sua ideologia doente. E isso prova mais uma grande mentira feminista: a de lutar pela liberdade de escolha da mulher. Não, a mulher de hoje não é livre; ela deve trabalhar fora de casa, este é sua sina.

Infelizmente, muitos homens não vêem maldade nisso. Mesmo aqueles que se dizem “antifeministas”, “machistas”, “masculinistas”, “macho à moda antiga”, “arcaico”, muitos concordam que “mulher tem de trabalhar”. Pelo menos a vocês, que se encaixam nestas denominações, respeitem nossas antepassadas que dedicaram suas vidas a fazer a vida de nossos bisavôs menos dura, nunca se referindo às donas de casa como mulher que não trabalham. Incluam o “fora” ao dizerem “mulher que não trabalha”.

Feministas sempre se contradizem ao falar sobre as donas de casa, dependendo do contexto, estas podem ser vilãs ou vítimas. Quando é para incentivar as mulheres a buscarem o mercado de trabalho ou criticar aquelas que simpatizam com a idéia de ser dona de casa, então são chamadas de folgadas, preguiçosas e parasitas do marido. Quando é para criticar os homens, então falam que donas de casa são semelhantes aos escravos, que trabalham de graça, ficam fazendo conta de tudo, como não houvesse numa troca nesta relação marido-mulher.

Quando um homem fala que quer uma esposa dona de casa, só falta ser massacrado, até mesmo pelos que se dizem “machões”. Falam pro cara procurar uma empregada e coisas do tipo, mas qual é a mulher que abre mão de um homem que dirija para ela, que sabe fazer manutenção de rede elétrica, de encanamento, que seja forte o suficiente para carregar as mudanças? O homem de hoje não pode mais exigir o MÍNIMO de uma mulher, porém pode ser cobrado em tudo que sempre fomos cobrados, mais as “prendas” domésticas.

Essas feministas que criticam donas de casa, geralmente são umas dondoquinhas de classe média, que nunca lavaram um copo. Cresceram ouvindo dos pais que deveriam estudar e se formar e que não precisariam saber serviços de casa, pois um dia teriam uma nordestina pobre semi-analfabeta para cuidar de sua casa. Para elas, todas as mulheres podem estudar e terem bons empregos. Falam na exploração da mulher pelo homem, mas ignoram que mulheres também exploram mulheres, quando as contratam por um salário miséria para desempenhar aqueles serviços considerados inferiorizantes.

Entendo que nossa sociedade mudou, até mesmo por causa do capitalismo. Hoje precisamos mais de dinheiro do que séculos atrás e que este é um dos maiores caminhos para autonomia. Já fui acusado – maldosamente, claro – de ser contra a liberdade das mulheres, mas não é bem assim. Sou contra a idéia de que um ser humano pertença a outro. Isso é antinatural, pois não se observa na Natureza um animal escravizando outro da mesma espécie; este é um vício humano. Escravidão, apenas como punição por crimes graves, mas deixo esta discussão para outra hora. Penso que as mulheres devem ser livres como os homens para escolherem seus caminhos, porém, feministas distorceram tudo e confundem educação e condicionamento com imposição. Se um casal educa sua filha para ser uma mulher tradicional, mas dá o direito dela escolher outro caminho, jamais poderá ser condenado. As feministas querem nos proibir até mesmo de educarmos nossas filhas de maneira tradicional. Não é porque a mulher é dona de seu corpo que ela tenha de sair por aí oferecendo-o paro primeiro macho que despertar sua libido. Não é porque mulheres hoje não precisam pedir autorização aos maridos que vão ficar por aí, indo aonde querem, sem dar satisfação. É aí que entra o respeito e o bom senso.

A mulher dona de casa trabalha, assim como qualquer outra e merece reconhecimento. É um absurdo ouvir de algum homem que sua mulher não trabalha ou quando diz que o dinheiro é só seu, pois se tivesse de pagar alguém para lavar suas cuecas, ele teria menos dinheiro agora. É tudo uma questão de conscientização e que poderia ser feita pelas feministas.

7 comentários:

Diego disse...

Excelente post, como sempre.

Mauricio Trindade disse...

Eu já cheguei a pensar que as donas de casa poderiam ganhar salários, essa é uma questão discutível, mas,particularmnente eu já nem sei se concordo com esta ideia, primeiro, porque aí essa ocupação se transformaria em mais uma profissão na qual a mulher esperasse mais independencia financeira, nada mais se oporia a ocupação feminina desvinculada deste individualismo moderno. É claro que devemos valorizar a profissão da dona de casa, mas de modo a entender o nobre valor desta ocupação, não necessariamente pagando-lhes por isso.No máximo seria a favor de um auxílio, sem contar que atualmente qualquer dona de casa pode se aposentar. Lembrando também que antigamente as mulheres quando se viam desamparadas, como na viuvez, sem recursos, elas eram protegidas pelo governo que lhes pagavam uma quantia para que pudesse se manter.Não havia essa de ser dependente do marido e depois se ver totalmente desamparada.

Indefinido disse...

"Lembrando também que antigamente as mulheres quando se viam desamparadas, como na viuvez, sem recursos, elas eram protegidas pelo governo que lhes pagavam uma quantia para que pudesse se manter.Não havia essa de ser dependente do marido e depois se ver totalmente desamparada."

Com certeza.E hoje,essas lunáticas,vem com essa de que a mulher está invadindo mercado de trabalho pois é difícil viver sem um homem,pois estão em falta.Para prostitutas que nem essas feministas,está em falta sim,pois,eu não quero.Vejam como elas inventaram essa questão de muita mulher ter entrado no mercado por necessidade devido a viuvez.Mas um argumento que cai por terra.Elas colocam as prostitutas acima de uma dona de casa,pois bem.Eu coloco as feministas bem abaixo das prostitutas.principalmente as policiais femininas,pois,pelo menos,as prostitutas servem pra comer.

Indefinido disse...

Depois,vem uma feminista aqui,falar de educação e cordialidade.Como?Depois de ver essa comparação delas,com relação às donas de casa.

Maringa disse...

Fico indignado quando algum palhaço diz que dona de casa "não trabalha". Cuidar dos afazeres domésticos é ainda mais penoso do que trabalhar fora, pois demanda esforço constante, não obedece a um horário específico e se o trabalho não for bem feito, quem sofre não são os clientes nem o chefe, é a própria mulher e sua família. Esse tipo de trabalho deu suporte pra sociedade que nós vivemos ser construída, com seus benefícios e comodidades. Eu devo o mesmo tanto ao meu pai quanto à minha mãe. Ele por me bancar, ela por ser meu esteio e dar suporte ao meu desenvolvimento. O papel de ambos, pai e mãe, se completam e fornecem o ambiente adequado para um ser humano crescer de maneira saudável. Pode reparar que quando alguém é contra essa estrutura familiar, é porque não teve pai, ou não se dava bem com o pai, ou o pai foi comprar cigarro e nunca mais voltou, porque a pessoa odeia o pai e logo se irrita com qualquer família bem estruturada (por puro despeito, obviamente), ou porque a mãe sumiu (ou faleceu)... enfim, são pessoas recalcadas que nunca tiveram a oportunidade de provar um ambiente familiar saudável. Feministas querem destruir essa organização bem-sucedida. O problema dessa gente é achar que tudo que é novo é necessariamente bom e melhor do que o que é antigo (no caso, valores sociais). E eles, mesmo agindo de forma bandida e se guiando por princípios irracionais e odiosos, infelizmente estão conseguindo impôr sua nova ordem.

Hamanndah disse...

Se um homem e uma mulher se casam e ela não trabalha fora de casa, é uma dona de casa, se esse homem morrer, o padrão de vida da familia vai cair e muito.

Mauricio, voce disse que seria bom a viuva ganhar uma pensao, é do tipo um salario minimo? Voce, Mauricio, consegue viver com um salario minimo? Muitos conseguem, mas, com muito sacrificio. Imagine, voce, Mauricio, se, Deus o livre e o guarde, se voce morresse e deixasse sua esposa, suponha, com seus filhos pequenos, voce ia ficar feliz de ver seus filhos sobrevivendo com um salario minimo? Seus filhos iriam para uma boa faculdade se sua esposa, supondo que não trabalhe, ficasse viuva e fosse obrigada a viver de uma pensao do governo? Voce sabe qual é o Pais que voce vive para dizer que o trabalho da mulher fora do lar é dispensável?

OK, eu vou receber uma saraivada de críticas, mas vou postar meu comentário. Digo mais ainda, minha mae ficou viuva em 1986 e, se ela não trabalhasse, eu e meu irmão não teríamos condições de fazer uma faculdade e, agora, não teríamoS um empregado decente...

Pensem nisso, antes de me responderem

Lobo Sagrado disse...

A história da Hammandah só confirma o que eu e a galera da OLODM vivemos dizendo: toda feminista vem de um lar desarmonioso. A falta de um dos pais traumatiza qualquer criança/adolescente e traz consequências para a vida toda. A diferença é que alguns conseguem superar e outros não...