segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cap. 11 No ardor da batalha...

Enquanto seguiam pela estrada em sentido noroeste, Astarus e os outros haviam percebido que muitas árvores foram cortadas. Ao fundo, ouvia-se árvores gigantescas tombando no solo.
-- Nossa, o que é isso? Terremoto!? – assustou-se Karollahyne.
-- Não. São apenas alguns lenhadores trabalhando. – disse Astarus, com serenidade.
-- Reparou que estes lenhadores só derrubam as árvores gigantes? – disse Karlim, ao perceber que todas as árvores derrubadas tinham, pelo menos, cinqüenta metros de altura.
-- Só podem ser ogros! – disse Karollahyne.
-- Nada disso. Ogros não trabalham a madeira. O máximo que fazem é estar a serviço de seres humanos ou elfos; provavelmente é isso o que estão fazendo agora. – disse Astarus.
O ninja Tokotoko não dizia nada, somente o necessário.

A certa distância do grupo, um homem trabalhava vigorosamente. Portava um enorme machado, pelo menos duas vezes maior que seu corpo e pelo menos três vezes mais pesado. Bastavam um ou dois golpes nos largos troncos para que árvores milenares fossem ao chão. O som era ensurdecedor. Nenhuma fera que habitava aquele lugar ficava por perto, assustadas com o som e as ondas que o impacto do maciço corpo de madeira fazia ao tocar o solo.
O homem parou e sentou-se sobre o tronco de uma das árvores. Pegou uma bolsa feita de couro e bebeu o líquido.
-- Aaahhhh... nada como um pouco de hidromel para repor minhas energias, após mais um dia de trabalho. – disse o estranho de longos cabelos e barba castanho-avermelhados.
O sol não havia atingido seu ápice, mas o rústico homem havia feito o trabalho que vários homens levariam dias inteiros para realizar. O homem se levantou e tomou a estrada, rumo à sua vila. Carregava seu longo e pesado machado nos ombros, sem esforço. Estava cansado e faminto. Os troncos das árvores derrubadas seriam transportados pelos outros homens da vila.

-- É você? Seu desgraçado! – gritou Karlim.
-- Ele nos achou antes que o achássemos. – disse Astarus.
-- Desde o começo, nosso plano era atraí-los até aqui para destruí-los.
-- Quem o mandou até aqui? Diga logo! – disse Astarus.
-- Hahahaha!, acha mesmo que direi? Vocês irão morrer sem nunca saberem quem me enviou até aqui! – gritou o palhaço.
-- Hum... parece que já esta cena em algum lugar. – disse Karlim, um tanto confuso.
-- Isso se chama deja vu. – disse Tokotoko.
-- Formação de ataque! – gritou Astarus.
A fera atacou com sua bocarra e engoliu toneladas de terra e vegetais. O grupo conseguiu se esquivar. Astarus atacou com sua espada, acertando o bicho de raspão. Numa rápida reação, o monstro acertou Astarus, que foi jogado longe. Prevendo o ataque, o cavaleiro bloqueara o ataque com a espada, podendo, assim, cair em pé e salvo do ataque mortal. Tokotoko, numa ação combinada com Astarus, realizou um jutsu, se aproveitando da guarda aberta. Um círculo se formou em volta do monstro e várias privadas fétidas surgiram, prendendo o cheiro dentro deste espaço.
-- Este é meu novo jutsu: Banheiro de Rodoviária em Véspera de Ano Novo!
-- Incrível, Tokotoko! Quero morrer teu amigo! – disse Karlim.
Os gases altamente tóxicos murcharam duas das três cabeças da criatura. O homem com mascara de palhaço parecia não ter sido atingido pelo poderoso golpe.
-- Minha máscara não é simples enfeite! Ela pode me proteger de qualquer ataque com gás. Hahahaha! Vocês estão perdidos! – as duas cabeças do monstro se regeneraram.
-- Droga! O que vamos fazer? Este monstro é invencível! – disse Karlim, desesperado.
-- Vamos lutar até o fim, não temos alternativa. – disse Astarus.
Karollahyne se agarrou ao braço do cavaleiro com força.
-- Então nos salve, Astarus! Contamos com você! – disse a elfa, sem soltar seu braço.
O monstro batia suas patas no chão, provocando tremores intensos.
-- Vocês irão morrer! – gritava o palhaço, cada vez mais confiante.
Karlim usou suas flechas de fogo, de gelo e raio. Tudo provocou muito barulho, mas pouco resultado. Tokotoko pulou sobre a criatura e sacou a espada, tentando cortar palhaço. Este habilmente puxou um bastão (não se sabe de onde) e bloqueou o ataque do ninja. Iniciou-se uma luta em cima da criatura.
Astarus calculou rapidamente o movimento do monstro e preparou um ataque. Conseguiu decepar a cabeça principal da criatura, onde estavam o palhaço e Tokotoko. Imediatamente os dois saltaram para o dorso da criatura.
Como previsto, ao cortar a cabeça maior, localizada no centro, Astarus neutralizou seus poderes de regeneração. As outras duas cabeças pareciam descontroladas. Karlim continuava no mesmo lugar, atirando flechas sem parar.
-- Karlim! Saia daí, seu idiota! Não percebe que as feras estão descontroladas e suas flechas não estão fazendo efeito sobre elas? – gritou Astarus, correndo de um lado para outro carregando Karollahyne, que não largava seu braço.
-- Que nada! Olha só a cara do bicho, to quase matando ele! Não vou deixar você levar o mérito sozinho! – gritava Karlim, olhando para Astarus, mas sem deixar de atirar suas flechas.
-- Cuidado, Karlim!!! – gritaram a elfa e o cavaleiro.
Quando Karlim olhou para frente, estava escuro, mas ele ainda pode ver um fileira imensa de dentes pontiagudos se fechando em sua direção. Seu corpo sumiu, ficando apenas um par de botas no local onde estava o elfo.
-- Nããããããããããããooooooooooooooo!!! – gritou Karollahyne com lágrimas nos olhos.
-- Mas que cara idiota! – gritou Astarus.
-- Karlim... (snif)... Karlim...
-- Você não vai chorar agora! – gritou Astarus com a elfa. – Tokotoko, mostre para Karollahyne a pena da fênix que ainda temos.
O ninja fez um sinal, pedindo tempo para o palhaço, que acabara de saltar com o bastão. Ele ficou paralisado no ar.
Tokotoko tirou a pena do bolso e mostrou a Karollahyne, que imediatamente parou de chorar e deu um sorriso.
-- Pronto? – perguntou o palhaço, ainda paralisado no ar.
Tokotoko assentiu com a cabeça e continuaram a luta.

Um comentário:

Igor (Feon2) disse...

Karlim é um merdinha exibido mesmo, conseguiu virar presunto de novo...