segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cap.2 O torneio decisivo

O torneio foi realizado com os dezesseis candidatos remanescentes e os sorteios definiram as seguintes lutas:

Tenente Macieira (BOPE) X Lulu (emo)
Karlim (elfo) X Bundifora (índio)
Astarus (cavaleiro) X Paluf (político corrupto)
Tokotoko (ninja) X Mimi (emo)
Créverson (corintiano) X Tenente Pereira (ROTA)
HammerHell (tr00) X Yoshihiro (samurai)
AxeHell (tr00) X Tinky Winky (teletubie)
Karollahyne (elfa) X ChainsHell (tr00)

O juiz deu algumas instruções antes da luta:
-- Durante a luta é permitido chutar no saco, enfiar o dedo no olho ou em qualquer lugar que consiga. Pode queimar, violentar e esquartejar, mas é terminantemente proibido tirar a vida do seu adversário. Quem o fizer será automaticamente desclassificado. A luta terminará quando um dos oponentes cair fora da arena, quando ele anunciar sua desistência ou quando estiver caído ou inconsciente por mais de 10 segundos. Que a primeira luta comece!
Tenente Macieira pulou rapidamente na arena (de formato circular, sem cerca ou cordas de contenção). Seus olhos sádicos não viam a hora de pegar o emo que estava à sua frente e mostrar para ele o que era chorar de verdade. Lulu, se atrasou um pouco, pois estava retocando a maquiagem.
Lulu subiu na arena e logo apareceu Macieira, pegando-o pelo colarinho.
-- Pra mim você não é homem! E também não é moleque! Pra mim você é uma bichona! Eu vou te quebrar na porrada e cortar essa tua franjinha ridícula! – Macieira cortou a franjinha do moleque com um canivete e depois começou a dar vários tapas na sua cara, enquanto gritava: -- Pede pra sair, fdp! Pede pra sair, vai!
-- Eu quero saiiiiiiiiirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr! – gritou Lulu.
Mimi, ao ver a cena, se desesperou e começou a chorar compulsivamente.
O juiz pediu a Macieira que deixasse o garoto ir. O policial atendeu ao pedido e jogou Lulu longe. Mimi foi ao seu encontro.
-- Próxima luta. – gritou o juiz, sem perder tempo.
Karlim enfrentou Bundifora e venceu facilmente; não porque era o melhor lutador, mas porque o índio pulou tão afoitamente sobre o elfo, no exato momento em que este havia se agachado para amarrar suas botas, que acabou se desequilibrando e caindo do ringue.
Astarus, filho Almarus, filho de Anselmus, filho de Antarus, filho de Alicernus, filho de Androcerus, filho de Adão, subiu na arena para enfrentar Paluf, filho da...; Sabendo da enorme desvantagem que tinha, o político logo tentou persuadir o honrado cavaleiro a desistir da luta.
-- Vamos fazer um acordo, o que acha, meu filho? – disse Paluf, com sua inconfundível voz anasalada. Ele tinha um pacote de dólares na mão.
-- Pensa que estou à venda, velho safado? Não sou da tua laia. – Astarus avançou sobre Paluf.
-- Não faça isso, eu tenho imunidade diplomática! – gritou Paluf, levantando sua pasta como escudo.
Astarus parou imediatamente e ficou irritado.
-- Droga! Não posso fazer nada contra quem tem imunidade diplomática. Ninguém pode!
-- Viu, garoto? Pegue isso – colocou o pacotinho no bolso do jovem cavaleiro e deu uns tapinhas em suas costas. – Astarus se sentiu seduzido pelo lado negro...
-- Não!!!! -- Ele pegou o monte de notas, arremessou para o alto e fez em mil pedaços com sua espada mágica. Todos ali presentes ficaram impressionados... não com sua técnica, mas com a sua honestidade!
-- Eu não sairei daqui! – disse Paluf, sentando-se numa cadeira, trazida por um de seus puxa... digo, acessores.
-- Eu também ficarei o tempo em que for preciso. – Astarus fincou sua espada no solo e sentou.
O juiz, vendo que aquela situação poderia durar muito tempo, providenciou outra arena e transferiu as lutas para lá.
Tokotoko enfrentou Mimi. A luta se iniciou, o ninja começou a se mover pela arena em movimentos rápidos e precisos, estudando os do adversário, esperando o momento para atacar. Mimi parecia confiante. Tokotoko avançou, mas foi interrompido por um barulho horrível que saía do celular de Mimi. Era uma música da banda Frésco que, aliás, era tema de abertura da série Pegação. Tokotoko tentou se equilibrar, mas não conseguia. A música era muito ruim, além dele nunca tê-la ouvido antes. Ele não assistia tv aberta desde que havia assinado um pacote que incluía o Discovery Chanel, a BBC, o National Geografic e o History Chanel. Exatamente por isso, os efeitos da música eram mais destrutivos em seu cérebro, devido a não criação de anticorpos que pudessem resistir a tal desgraça.
O emo, traiçoeiro do jeito que era, se aproveitou para avançar em cima do pobre ninja, de 1,60m, para enchê-lo de mochiladas.
-- Toma isso, seu bruto! Toma, toma! – parou um pouquinho, ajeitou a franja e continuou. – Toma, seu ninja cafona. Esse seu uniformezinho azul-marinho já era!
O ninja estava quase sendo arremessado da arena, quando, de repente... a música parou. Tokotoko se recuperou imediatamente. Mimi fez cara de preocupação.
-- Mas, como!? Eu carreguei meu celular hoje de manhã? – olha para Lulu, que fez cara de vergonha.
-- Ai, disculpa, migo... é que usei seu celular hoje de manhã pra jogar aquele jogo da Bitchney Spears.Eu não resisti. To muito viciado! – abaixou a cabeça, envergonhado.
-- Viu o que você fez, agora eu to f... – tomou uma voadora de Tokotoko e caiu em cima do seu miguinho. Lulu ligou pra mamãe e ela foi buscar os dois, minutos depois.
Créverson subiu na arena para enfrentar o PM Pereira. Mal foi anunciado o início da luta, Créverson tirou a camisa que vestia, jogou no chão e pulou fora da arena.
-- Desisto, o dotô venceu! Prometo, eu vou arrumar um emprego e largo mão dessa coisa de futebol, Curíntia, Gaviãos. Só não me bate, por favor!
O juiz segurou o policial, pois ele queria mesmo descer da arena para bater no desocupado.
-- Calma aí, olha as regras! O senhor venceu, Tenente. – levantou seu braço.
-- Ok. Fica assim, então. Agora, moleque, cê vaza daqui. Se eu te pegar mais uma vez usando essa camisa ridícula, jogando sinuca no bar e matando aula, eu te quebro no porrete. Sacô?
-- Certim, dotô. Fui! – o jovem saiu correndo. Dizem que ele virou gente, arrumou um emprego e casou.
HammerHell e Yoshihiro subiram na arena.
-- Rrrrr hhrrr uurr wwwwrrr! – disse o tr00. – seus dois amigos (os únicos que entenderam o que ele disse), agitaram com mais urros incompreensíveis.
O samurai nada falou, apenas ficou na posição de luta, segurando o cabo da espada, ainda embainhada. HammerHell pegou seu martelo from hell e começou a fazer vários movimentos com o intuito de intimidar o experiente samurai.
Sem sair do lugar, Yoshihiro executou um golpe rápido como a luz, fazendo vários expectadores não perceberem o golpe. O cabo do martelo do tr00 foi cortado, enquanto ele executava uma série de movimentos. O martelo solto voou na sua cabeça, fazendo com que ele tombasse com um baita corte na testa, completamente inconsciente. A algazarra de seus amigos terminou na hora
Yoshihiro desceu da arena, encarando Tokotoko, seu grande rival.
AxeHell enfrentou Tinky Winky. Mal começou a luta, AxeHell levantou seu machado from hell e cortou o pobre teletubie roxo ao meio. Como não era permitido matar o oponente, ele foi desclassificado na hora. Mas parecia que AxeHell não se importou com isso, pois saiu da arena comemorando, com uma lata de cerveja (alemã, claro) na mão.
Karollahyne enfrentou ChainHell. Ela puxou seu chicotinho e fez uma cara de malvada. O tr00 puxou sua corrente e bateu no chão, fazendo tremer tudo. A elfa perdeu a pose e se jogou no chão.
-- Você não bateria numa dama, bateria? – ficou rolando de um lado para outro, com o dedinho na boca e em poses bem sensuais.
ChainsHell ficou sem saber o que fazer. Ele, que nunca tinha estado uma garota de verdade, ficou observando as curvas da desejável elfa. Aliás, todos ali presentes ficaram paralisados acompanhando os movimentos sensuais de Karollahyne. Até mesmo o velho Paluf se perdeu com toda aquela visão. Só mesmo o guerreiro Astarus continuava em sua meditação, apenas esperando pela desistência de seu adversário.
Karlim ficou orgulhoso de sua amada e gritou para todos:
-- Esta é a minha amiga! Ela ta comigo!
Karollahyne conseguiu seduzir CahinsHell, fazendo com que ele se ajoelhasse a seus pés. Ela subiu em suas costas e brincou de cavalinho, dando chicotadas em seu traseiro. Conseguiu fazer com que ChainsHell pulasse para fora da arena, porém, ela não tocou os pés no solo. O juiz considerou vitória técnica de Karollahyne. Karlim correu para abraçá-la.
-- Nossa, você venceu, que bom!
-- Sim, graças à minha inteligência. – Karollahyne afastou Karlim educadamente e procurou um lugar para sentar a continuar a lixar suas unhas.

Ainda faltava terminar a luta entre Astarus e Paluf para o sorteio das quartas de final.

5 comentários:

Hamanndah disse...

Meu caro Lobão, poderia me esclarecer uma coisa?

Voce sabe, como tenho menos neuronios do que voce, acho que um ou dois, eu tive dificuldade para entender o que voce escreveu no texto abaixo:

"Lulu subiu na arena e logo apareceu Macieira, pegando-o pelo colarinho.
-- Pra mim você não é homem! E também não é moleque! Pra mim você é uma bichona! Eu vou te quebrar na porrada e cortar essa tua franjinha ridícula! – Macieira cortou a franjinha do moleque com um canivete e depois começou a dar vários tapas na sua cara, enquanto gritava: -- Pede pra sair, fdp! Pede pra sair, vai!
-- Eu quero saiiiiiiiiirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr! – gritou Lulu. "

Querido Lobão, a pergunta que lhe faço, pois não entendi a mensagem que voce quis passar com isso é a seguinte:

1 Voce, LOBAO, com este parágrafo, esta afirmando que todos os homossexuais, ou seja, todas as pessoas que optaram praticar Sexo com as pessoas do mesmo sexo devem ser espancadas e não devem ter os mesmos direitos dos heteroS?

É ISSo, voce esta sugerindo que os homossexuaiS sejam espancadoS ou eu entendi tudo errado?

Grata se me esclarecer

Lobo Sagrado disse...

Você entendeu tudo errado.

Isso é uma história. Não sei se você teve aulas de literatura enquanto frequentava a escola, mas saiba que nem sempre as opiniões de dos personagens refletem as opiniões do autor.

Também não sei se você reparou, mas esta é uma sátira, uma história surreal, onde nada deve ser levado a sério. agora, se você não tem senso de humor, problema é seu.

Lobo Sagrado disse...

Ah, só uma coisa...

Em nenhum momento, está escrito que "Lulu" seria homossexual. Independente de sua orientação sexual, o texto diz que ele era um EMO, daqueles bem sensíveis e chorosos. Olha só o quanto você foi preconceituosa neste seu comentário...

Mauricio Trindade disse...

Aê Lobo, essa hamanndah, é uma feministinha que já apareceu comentando no meu blog também, a respeito de mulheres nas ciências exatas. Ela só fala bobagem.

Bom, gostei da história,essa paródia que fez alusão ao filme Tropa de Elite foi muito engraçada, você tem muita criatividade para escrever.

Mauricio Trindade disse...

Lobo, respondi seu comentário em meu blog

http://mauriciotrindade.blogspot.com/2010/04/o-homem-e-guerra.html#comments